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Caminho Produtivo: Manejo de pragas | Por Carlos Pattis

Lagarta Helicoverpa

O ataque de pragas nas lavouras de soja pode ocorrer desde a germinação das sementes e emergência das plantas, até a fase final de desenvolvimento da cultura, podendo causar muito prejuízo ao agricultor.

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), as lagartas estão entre as pragas com maior potencial de estrago nas lavouras brasileiras.

Atualmente, tem sido a primeira medida entre os agricultores optar por uma cultivar com a tecnologia INTACTA, que garante resistência para o controle das principais lagartas da cultura da soja, proporcionando melhores resultados.

Outra ação indicada é seguir os princípios do Manejo Integrado de Pragas (MIP), um conjunto de técnicas econômica e ambientalmente sustentáveis para o manejo efi­ciente de pragas.

Os principais benefícios deste sistema de manejo são reduzir o custo de produção através do controle racional de pragas, evitar perdas de produção e qualidade de grãos, diminuir o impacto ambiental pela preservação dos inimigos naturais e reduzir a possibilidade de desenvolvimento de resistência de pragas aos inseticidas.

Com o Manejo Integrado de Pragas, a necessidade de controle é decidida comparando-se a densidade populacional de pragas e seus danos, detectados na lavoura, com o nível de ação já estabelecido pela pesquisa. Para isso, é preciso realizar inspeções frequentes, para veri­ficar o número e o tamanho das pragas presentes na lavoura, bem como o nível de danos já ocasionados (desfolhamento, plantas atacadas, etc.).

Controle químico

Para o controle químico das pragas da soja existem vários produtos registrados. No entanto, inseticidas utilizados de forma abusiva, com base em calendário e no aproveitamento de operações, sem considerar a presença efetiva das pragas, podem provocar a eliminação de inimigos naturais e forte desequilíbrio ambiental, favorecendo a seleção de insetos resistentes a determinados ingredientes ativos.

O agricultor deve optar, sempre que possível, por inseticidas seletivos aos inimigos naturais, fundamental para a preservação dos organismos benéficos que atuam no controle biológico das pragas.

Fonte: Equipe DONMARIO MAS e dados da Embrapa Soja.