{"id":574,"date":"2024-11-27T17:54:30","date_gmt":"2024-11-27T20:54:30","guid":{"rendered":"https:\/\/dmbrstg.wpengine.com\/blog\/?p=574"},"modified":"2025-09-28T17:56:18","modified_gmt":"2025-09-28T20:56:18","slug":"doencas-de-final-de-ciclo-da-soja-como-identificar-e-preveni-las","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/doencas-de-final-de-ciclo-da-soja-como-identificar-e-preveni-las\/","title":{"rendered":"Doen\u00e7as de final de ciclo da soja: como identificar e preveni-las?\u00a0"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">As doen\u00e7as de final de ciclo da soja s\u00e3o um grande obst\u00e1culo para a cultura que \u00e9 uma das principais <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">commodities<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> brasileiras.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Atualmente, o Brasil ostenta o primeiro lugar na produ\u00e7\u00e3o mundial e o desafio de ter tamanha produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 associado com o controle das doen\u00e7as que acometem a cultura.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entenda mais detalhes sobre o tema a partir deste artigo, produzido pelos especialistas Carlos Eduardo da Silva Oliveira, Jorge Gonz\u00e1lez Aguilera e Cristiano Moreira, do curso de Agronomia da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entre os t\u00f3picos trazidos, est\u00e3o os principais tipos, sintomas, dicas de como diferenciar doen\u00e7as de defici\u00eancias nutricionais ou estresse h\u00eddrico e outros detalhes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Confira.<\/span><\/p>\n<h3><b>Principais doen\u00e7as de final de ciclo da soja<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As principais doen\u00e7as de final de ciclo da soja que afetam a produtividade incluem a mancha-parda, o crestamento foliar, a mancha-alvo, a ferrugem asi\u00e1tica e o o\u00eddio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A identifica\u00e7\u00e3o dessas doen\u00e7as pode ser feita por meio de sintomas nas folhas e vagens. O controle de mancha-parda, por exemplo,<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">pode ser realizado com aplica\u00e7\u00e3o de fungicidas no fol\u00edolo, sendo mais eficaz quando aplicado nos est\u00e1dios R<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">5<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> resultando em aumento da produtividade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Caracter\u00edsticas como ciclo de desenvolvimento curto e plantas baixas podem auxiliar no manejo das doen\u00e7as de final de ciclo da soja. A severidade dessas doen\u00e7as e seu impacto na produtividade podem variar de acordo com as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e a \u00e9poca de semeadura.<\/span><\/p>\n<h3><b>Identifica\u00e7\u00e3o das principais doen\u00e7as de final de ciclo da soja\u00a0<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A mancha parda causada por <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Septoria glycines<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e mancha p\u00farpura da semente e crestamento foliar causados por <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Cercospora kikuchii<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, sob condi\u00e7\u00f5es de ambiente favor\u00e1veis, podem causar redu\u00e7\u00e3o de rendimento em mais de 20%.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ocorrem concomitantemente, o que dificulta o correto diagn\u00f3stico, raz\u00e3o que as caracterizam como \u201ccomplexo de doen\u00e7as de final de ciclo\u201d (Embrapa Soja, 2013).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Abaixo destacamos mais detalhes sobre essas doen\u00e7as, bem como da mancha-alvo, do o\u00eddio e da antracnose:<\/span><\/p>\n<h4><b>1. Mancha-parda (<\/b><i><span style=\"font-weight: 400;\">Septoria glycines<\/span><\/i><b>)<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Epidemias de mancha-parda s\u00e3o favorecidas por condi\u00e7\u00f5es de alta umidade e temperaturas moderadas. A doen\u00e7a pode causar desfolha precoce em cultivares suscet\u00edveis, reduzindo a \u00e1rea foliar necess\u00e1ria para o enchimento de gr\u00e3os. Em casos severos, o impacto na produtividade pode ser significativo.<\/span><\/p>\n<p><b>\u2022 Sintomas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: Pequenas manchas marrons nas folhas, que se tornam maiores e podem coalescer, formando \u00e1reas necrosadas.<br \/>\n<\/span><b>\u2022 Identifica\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: A doen\u00e7a come\u00e7a nas folhas inferiores e progride para as superiores, com sintomas mais evidentes nas fases de enchimento de gr\u00e3os<\/span><b>.<br \/>\n<\/b><b>\u2022 Impacto<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: Causa a desfolha precoce, afetando diretamente a capacidade da planta de produzir e encher os gr\u00e3os, prejudicando a produtividade da cultura.<\/span><\/p>\n<h4><b>2. Crestamento foliar <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">(<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Cercospora kikuchii<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">)<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A doen\u00e7a ocorre com maior intensidade em regi\u00f5es quentes e \u00famidas, causando les\u00f5es necr\u00f3ticas nas folhas, pec\u00edolos e vagens. Al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o na \u00e1rea fotossint\u00e9tica, pode afetar diretamente a qualidade das sementes, devido \u00e0 sua associa\u00e7\u00e3o com a mancha roxa.<\/span><\/p>\n<p><b>\u2022 Sintomas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: As folhas apresentam manchas avermelhadas ou arroxeadas, com les\u00f5es que podem causar r\u00e1pida queima das bordas (crestamento).<br \/>\n<b>\u2022 <\/b><\/span><b>Identifica\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: Manchas se tornam mais vis\u00edveis nas folhas senescentes.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><b>\u2022 <\/b><\/span><b>\u00a0<\/b><b>Impacto<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: Ocorre desfolha, afetando a fotoss\u00edntese e o enchimento de gr\u00e3os, prejudicando a produtividade da cultura.<\/span><\/p>\n<h4><b>3. Mancha-alvo (<\/b><i><span style=\"font-weight: 400;\">Corynespora cassiicola<\/span><\/i><b>)<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Epidemias severas foram observadas desde regi\u00f5es mais frias no Sul \u00e0s Chapadas dos Cerrados. Cultivares suscet\u00edveis podem perder totalmente as folhas de maneira precoce. Ocorre tamb\u00e9m apodrecimento da vagem e mancha na haste (Embrapa Soja, 2013).<\/span><\/p>\n<p><b>\u2022 Sintomas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: Aparecem manchas circulares e de bordas mais escuras com centro cinza, que se expandem formando les\u00f5es conc\u00eantricas, parecidas com um alvo. Ocorrem severas infec\u00e7\u00f5es em folhas, vagens e hastes. Em \u00e1reas de semeadura direta, o fungo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Corynespora cassiicola<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> causa podrid\u00e3o de raiz.<br \/>\n<b>\u2022 <\/b><\/span><b>Identifica\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: As les\u00f5es se espalham rapidamente nas folhas mais baixas e gradualmente sobem para as superiores.<\/span><b><br \/>\n\u2022 <\/b><b>Impacto<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: Afeta a fotoss\u00edntese da planta, levando \u00e0 queda precoce das folhas, o que reduz o enchimento dos gr\u00e3os, prejudicando a produtividade da cultura. Quando ocorre infec\u00e7\u00e3o na vagem, o fungo atinge a semente, o que contribui para sua dissemina\u00e7\u00e3o. A infec\u00e7\u00e3o nas vagens provoca o apodrecimento dos gr\u00e3os ainda verdes.<\/span><\/p>\n<h4><b>4. O\u00eddio (<\/b><i><span style=\"font-weight: 400;\">Microsphaera diffusa<\/span><\/i><b>)<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O fungo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Microsphaera diffusa<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, que causa a doen\u00e7a chamada de o\u00eddio, apresenta alta incid\u00eancia em diversas cultivares em todas as regi\u00f5es produtoras, como no Cerrado. As perdas de rendimento s\u00e3o de at\u00e9 40% (Embrapa Soja, 2013). \u00c9 um parasita obrigat\u00f3rio que se desenvolve em todas as partes verdes da soja, como folhas, hastes, pec\u00edolos e vagens.<\/span><\/p>\n<p><b>\u2022 Sintomas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: O sintoma \u00e9 expresso pela presen\u00e7a do fungo nas partes atacadas e por uma cobertura de mic\u00e9lio e con\u00eddios (p\u00f3 branco ou cinza sobre as folhas). Queda precoce das folhas com aspecto de desseca\u00e7\u00e3o por herbicida, com colora\u00e7\u00e3o castanho-acinzentada a bronzeada. Na haste ocorre engrossamento e rachaduras.<br \/>\n\u2022 <\/span><b>Impacto<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: Reduz a capacidade fotossint\u00e9tica da planta e pode causar a desfolha precoce.<br \/>\n\u2022 <\/span><b>Identifica\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: A camada de p\u00f3 branco nas folhas \u00e9 a principal caracter\u00edstica e os sintomas se tornam mais graves em per\u00edodos de seca.<\/span><\/p>\n<h4><b>5. Antracnose (<\/b><i><span style=\"font-weight: 400;\">Colletotrichum truncatum<\/span><\/i><b>)<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A antracnose, causada pelo fungo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Colletotrichum truncatum<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, \u00e9 uma doen\u00e7a importante que afeta a cultura da soja e \u00e9 um dos principais problemas do Cerrado. Ela pode se expandir pelos principais \u00f3rg\u00e3os das plantas, levando \u00e0 desfolha e ao abortamento de vagens, o que compromete a produ\u00e7\u00e3o. Essas condi\u00e7\u00f5es resultam em perdas de rendimento e qualidade dos gr\u00e3os, ao afetar a viabilidade das sementes e a sa\u00fade das plantas em ciclos futuros, principalmente em sementes oriundas de colheitas tardias (Saraiva et al., 2019).<\/span><\/p>\n<p><b>\u2022 Sintomas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: Les\u00f5es escuras que podem aparecer nas vagens, hastes e folhas. Em est\u00e1gios avan\u00e7ados, pode haver morte dos tecidos e quebra das hastes.<br \/>\n\u2022 <\/span><b>Identifica\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: As les\u00f5es nas vagens e hastes s\u00e3o os principais sinais, al\u00e9m de falhas no enchimento dos gr\u00e3os.<\/span><b><br \/>\n\u2022 <\/b><b>Impacto<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: Afeta diretamente o enchimento dos gr\u00e3os e pode causar a queda prematura das vagens.<\/span><\/p>\n<h4><b>6. Ferrugem asi\u00e1tica (<\/b><b><i>Phakopsora pachyrhizi<\/i><\/b><b>)<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A ferrugem asi\u00e1tica, causada pelo fungo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Phakopsora pachyrhizi<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, \u00e9 uma das doen\u00e7as mais devastadoras da soja (Embrapa Soja, 2013), resultando em perdas de at\u00e9 80% na produ\u00e7\u00e3o se n\u00e3o for controlada (Reis et al., 2018).<\/span><\/p>\n<p><b>\u2022 Sintomas: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Manchas amarelas no limbo foliar, que evoluem para p\u00fastulas marrom-alaranjadas, onde se concentram os esporos do fungo. Essas les\u00f5es podem levar \u00e0 desfolha precoce da planta, ocorrendo, muitas vezes, antes do completo desenvolvimento dos gr\u00e3os, comprometendo o desenvolvimento e a produtividade.<\/span><br \/>\n\u2022 <b>Identifica\u00e7\u00e3o:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Pode ser feita pela observa\u00e7\u00e3o das manchas caracter\u00edsticas e pela presen\u00e7a das p\u00fastulas nas folhas, especialmente nas folhas mais velhas. O diagn\u00f3stico pode ser confirmado atrav\u00e9s de an\u00e1lises laboratoriais.<\/span><br \/>\n\u2022 <b>Impacto<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: com perdas diretas na produtividade, a doen\u00e7a pode aumentar os custos de manejo e afetar a qualidade dos gr\u00e3os, impactando negativamente a economia dos produtores. Em epidemias severas, as plantas s\u00e3o afetadas no in\u00edcio do desenvolvimento (20 dias). O controle envolve a utiliza\u00e7\u00e3o de variedades resistentes, manejo integrado de doen\u00e7as e fungicidas, destacando a import\u00e2ncia da vigil\u00e2ncia e manejo proativo na cultura da soja. A utiliza\u00e7\u00e3o de cultivares precoces e o vazio sanit\u00e1rio contribuem para a redu\u00e7\u00e3o de in\u00f3culo e, atrasando o in\u00edcio das epidemias, reduzindo o tempo de exposi\u00e7\u00e3o da cultura ao pat\u00f3geno (redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de pulveriza\u00e7\u00f5es de fungicidas).<\/span><\/p>\n<h3><b>Doen\u00e7as de final de ciclo da soja: como diferenciar de defici\u00eancia nutricional ou estresse h\u00eddrico?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Diferenciar as doen\u00e7as de final de ciclo da soja de outras quest\u00f5es, como defici\u00eancia nutricional ou estresse h\u00eddrico, requer observa\u00e7\u00e3o cuidadosa.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As doen\u00e7as de final de ciclo da soja podem reduzir significativamente a produtividade. No entanto, a sua severidade pode variar dependendo das condi\u00e7\u00f5es ambientais, principalmente sob alta umidade e temperatura, que favorece o desenvolvimento dos pat\u00f3genos nas folhas da soja.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os sintomas t\u00edpicos das doen\u00e7as de final de ciclo da soja s\u00e3o caracter\u00edsticos, com a forma\u00e7\u00e3o de manchas e necroses nos tecidos foliares, podendo variar de tons amarelados a marrons, que se iniciam nas folhas mais velhas e evoluem com o tempo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma forma que auxilia na diferencia\u00e7\u00e3o deste tipo de anomalia causado por doen\u00e7as, quando comparado com uma defici\u00eancia nutricional ou estresse h\u00eddrico, \u00e9 que sempre que temos uma doen\u00e7a a distribui\u00e7\u00e3o de seus sintomas nos \u00f3rg\u00e3os (folha, caule, vagens etc.) \u00e9 distribu\u00eddo de modo aleat\u00f3rio no \u00f3rg\u00e3o da planta afetado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando falamos \u201caleat\u00f3rio\u201d \u00e9 porque n\u00e3o existe um padr\u00e3o espec\u00edfico, depende do ponto de infec\u00e7\u00e3o no \u00f3rg\u00e3o e da pr\u00f3pria distribui\u00e7\u00e3o do pat\u00f3geno.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Abaixo, apresentamos mais caracter\u00edsticas espec\u00edficas do estresse h\u00eddrico e da defici\u00eancia nutricional.<\/span><\/p>\n<h4><b>Estresse h\u00eddrico<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 Pode ocorrer durante todo o ciclo de crescimento da soja, sendo o per\u00edodo cr\u00edtico de ocorr\u00eancia da defici\u00eancia observado durante a flora\u00e7\u00e3o e nos primeiros est\u00e1gios de enchimento dos gr\u00e3os.<br \/>\n<\/span> \u2022 <span style=\"font-weight: 400;\">Afeta a planta de maneira mais generalizada. As folhas podem murchar, enrolar-se e perder o brilho, mas sem a presen\u00e7a de manchas t\u00edpicas de doen\u00e7as.<br \/>\n<\/span> \u2022 <span style=\"font-weight: 400;\">O ressecamento ocorre de forma mais difusa e sem padr\u00f5es espec\u00edficos, diferente das les\u00f5es delimitadas por doen\u00e7as de final de ciclo. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 O estresse h\u00eddrico, dependendo da intensidade, pode ser revertido fornecendo \u00e1gua suficiente para que a planta recupere a turgidez de seus \u00f3rg\u00e3os. Quando a murcha \u00e9 promovida por doen\u00e7as, a planta n\u00e3o se recupera quando aplicamos \u00e1gua. Isso ocorre, principalmente, porque a murcha que est\u00e1 se manifestando na planta n\u00e3o \u00e9 um reflexo da falta de \u00e1gua, mas sim de uma obstru\u00e7\u00e3o nos tecidos condutores, em especial do caule, impedindo o fornecimento normal de \u00e1gua e nutrientes na planta.<\/span><\/p>\n<h4><b>Defici\u00eancia nutricional<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os sintomas de defici\u00eancia nutricional podem ser confundidos com sintomas de doen\u00e7as de final de ciclo da soja. Para diagnosticar o problema com precis\u00e3o, \u00e9 crucial considerar fatores como data de plantio, est\u00e1gio de crescimento, condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e presen\u00e7a de pat\u00f3genos espec\u00edficos, como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Septoria glycines, Cercospora kikuchii <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">e<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> Peronospora manshurica<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 A defici\u00eancia de nutrientes pode afetar a planta de forma mais uniforme (simetria dos sintomas) ou concentrar-se em folhas novas ou velhas, dependendo do nutriente deficiente. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 A simetria se manifesta quando observamos uma folha com o mesmo sintoma nas duas se\u00e7\u00f5es da folha, se usamos como refer\u00eancia a nervura central. Desta forma, vemos que o mesmo sintoma e as mesmas caracter\u00edsticas de distribui\u00e7\u00e3o se manifestam de ambos os lados da folha, diferenciando-se claramente de um sintoma de doen\u00e7a, que manifestaria uma distribui\u00e7\u00e3o aleat\u00f3ria desses sintomas em ambos os lados da folha a partir da nervura central. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 Os nutrientes com maiores ocorr\u00eancias de defici\u00eancia no campo, principalmente devido ao comportamento do nutriente no solo e na planta, assim como pela exig\u00eancia dele pelas plantas, s\u00e3o o nitrog\u00eanio, pot\u00e1ssio e magn\u00e9sio. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 Os sintomas das defici\u00eancias que poderiam ser confundidas com doen\u00e7as de final de ciclo da soja s\u00e3o:<\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 Defici\u00eancia de Nitrog\u00eanio: amarelamento come\u00e7a nas folhas mais velhas (inferiores).<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 Defici\u00eancia de Pot\u00e1ssio: clorose (amarelamento) nas margens das folhas mais velhas, que evolui para necrose.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 Defici\u00eancia de Magn\u00e9sio: clorose entre as nervuras, principalmente em folhas mais velhas.<\/span><\/p>\n<h3><b>Pr\u00e1ticas culturais que ajudam a reduzir a incid\u00eancia de doen\u00e7as de final de ciclo da soja no campo<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 O ajuste da densidade de plantio pode afetar a severidade da doen\u00e7a, j\u00e1 que, com densidades maiores, ocorre a forma\u00e7\u00e3o de microclima adequado para prolifera\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as ap\u00f3s o fechamento das entrelinhas e antecipar a desfolha da soja.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 A data de plantio pode influenciar a progress\u00e3o da doen\u00e7a. Devido \u00e0 ocorr\u00eancia de maior per\u00edodo chuvoso nos est\u00e1dios de enchimento de gr\u00e3os e da matura\u00e7\u00e3o deles, o maior molhamento das folhas e vagens neste per\u00edodo aumenta a severidade das doen\u00e7as de final de ciclo. Ent\u00e3o, posicionar a semeadura em per\u00edodos que favorecem a baixa precipita\u00e7\u00e3o no per\u00edodo de enchimento de gr\u00e3os e de matura\u00e7\u00e3o e posterior colheita \u00e9 uma medida eficaz no controle de doen\u00e7as de final de ciclo.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 A aplica\u00e7\u00e3o de fungicidas qu\u00edmicos e biol\u00f3gicos, combinados de modo isolado, em diferentes est\u00e1gios reprodutivos, pode controlar eficazmente os pat\u00f3genos, principalmente quando aplicado no est\u00e1gio R5. Essa pr\u00e1tica tamb\u00e9m pode aumentar o rendimento de gr\u00e3os, sendo os melhores resultados observados quando aplicada nos est\u00e1dios R5 ou R5,5. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 Optar por <\/span><b>cultivares de soja mais resistentes<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> ou <\/span><b>tolerantes<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e0s doen\u00e7as de final de ciclo \u00e9 uma das formas mais eficientes de manejo. Essas variedades foram desenvolvidas para apresentar menor suscetibilidade a pat\u00f3genos espec\u00edficos, reduzindo a necessidade de interven\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><a href=\"\/novas-cultivares-de-soja-donmario-genetica-de-excelencia-para-a-alta-performance-do-seu-campo\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Saiba mais neste post sobre as novas cultivares de soja DONMARIO<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, desenvolvidas com o que h\u00e1 de mais recente em estudos cient\u00edficos e tecnologia para garantir resist\u00eancia \u00e0s doen\u00e7as da soja e alta produtividade. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 Os restos de cultura de safras anteriores podem atuar como fonte de in\u00f3culo para doen\u00e7as de final de ciclo. A pr\u00e1tica de <\/span><b>incorpora\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos de colheita ao solo<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, via ara\u00e7\u00e3o ou gradagem, ou <\/span><b>decomposi\u00e7\u00e3o acelerada<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> atrav\u00e9s de manejo adequado e uso de bact\u00e9rias decompositoras, pode reduzir a sobreviv\u00eancia dos pat\u00f3genos necrotr\u00f3ficos (preferem material vegetal morto para reproduzir-se).<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 Alternar a soja com outras culturas n\u00e3o hospedeiras de pat\u00f3genos da doen\u00e7a de final de ciclo como milho, sorgo ou algod\u00e3o, ajuda a quebrar o ciclo das doen\u00e7as, reduzindo a quantidade de in\u00f3culo presente no solo.<\/span><\/p>\n<h3><b>Erros mais comuns cometidos pelos agricultores ao aplicar fitossanit\u00e1rios<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Erros comuns na aplica\u00e7\u00e3o de fitossanit\u00e1rios em soja incluem misturas inadequadas em tanque, dosagens incorretas e cobertura desigual da planta. Estudos mostram que 97% dos agricultores realizam misturas em tanque, frequentemente com dois a cinco produtos, muitas vezes usando doses m\u00e1ximas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A falta de informa\u00e7\u00e3o sobre misturas adequadas \u00e9 um problema significativo, muitas vezes negligenciando o pH adequado de cada produto na calda, o que pode promover precipitados n\u00e3o desej\u00e1veis que entopem os bicos do pulverizador.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A deposi\u00e7\u00e3o desigual de produtos \u00e9 outro erro comum, com maior cobertura no ter\u00e7o superior da planta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para evitar esses erros, \u00e9 crucial usar sementes certificadas que atribuam alta homogeneidade \u00e0 lavoura, adotar pr\u00e1ticas de manejo integrado, favorecendo a mistura de produtos, e considerar fatores como pontas de pulveriza\u00e7\u00e3o, tamanho das gotas e volume de calda para melhorar a efici\u00eancia da aplica\u00e7\u00e3o de defensivos agr\u00edcolas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, o manejo adequado de nutrientes, como o boro, pode influenciar a efic\u00e1cia dos tratamentos fitossanit\u00e1rios e a produtividade da soja.<\/span><\/p>\n<h3><b>Fungicidas mais indicados para o controle eficaz das doen\u00e7as de final de ciclo da soja e quando devem ser aplicados.<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Estudos recentes no sudoeste de Goi\u00e1s avaliaram programas de fungicidas para o controle de doen\u00e7as da soja, particularmente doen\u00e7as de final de ciclo da soja e a ferrugem asi\u00e1tica da soja.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pesquisas indicam que aplica\u00e7\u00f5es preventivas durante as fases reprodutivas (R1, R3, R5.1 e R5.3) com intervalos de 14 dias s\u00e3o eficazes. Um programa de sucesso inclui Vessarya, seguido por Elatus+Cypress+Ochima, depois Cronnos+Rumba, por fim aplica\u00e7\u00e3o de Aproach Prima+Unizeb Gold+Nimbus.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outra sequ\u00eancia eficaz envolve OrKestra+Vigora+NutreBoro, seguido por Elatus+Cypress+\u00cdconMn+Nutre Boro, depois Ativum e por \u00faltimo Cypress+Unizeb Gold.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Estes programas demonstraram maior produtividade de gr\u00e3os e melhor controle das doen\u00e7as de final de ciclo da soja e da ferrugem asi\u00e1tica da soja, em compara\u00e7\u00e3o com programas de prote\u00e7\u00e3o comumente usados.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><b>Impacto das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas influenciam significativamente o desenvolvimento de doen\u00e7as de final de ciclo da soja. Condi\u00e7\u00f5es adversas podem levar \u00e0 baixa severidade de doen\u00e7as, como a ferrugem asi\u00e1tica e doen\u00e7as de fim de ciclo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A incid\u00eancia e a gravidade das doen\u00e7as da soja dependem de v\u00e1rios fatores, incluindo clima, cultivares e potencial de in\u00f3culo de pat\u00f3genos. A ocorr\u00eancia de doen\u00e7as pode variar entre esta\u00e7\u00f5es de cultivo e regi\u00f5es, com as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas desempenhando um papel crucial na determina\u00e7\u00e3o da gravidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ciclos curtos de desenvolvimento e baixa altura das plantas est\u00e3o associados \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de danos causados por doen\u00e7as de final de ciclo da soja. No geral, as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas s\u00e3o um fator chave no desenvolvimento e gest\u00e3o dessas doen\u00e7as.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A rota\u00e7\u00e3o de produtos e o uso adequado de fungicidas s\u00e3o estrat\u00e9gias cruciais no manejo integrado de doen\u00e7as da soja. A rota\u00e7\u00e3o com pelo menos tr\u00eas princ\u00edpios ativos diferentes e indutores de resist\u00eancia da planta durante o controle de doen\u00e7as de final de ciclo da soja pode reduzir a incid\u00eancia de doen\u00e7as como a podrid\u00e3o-parda da haste e as chances de resist\u00eancia destas doen\u00e7as a fungicidas.<\/span><\/p>\n<h3><b>A import\u00e2ncia do controle qu\u00edmico<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O controle qu\u00edmico \u00e9 frequentemente a medida mais eficaz e economicamente vi\u00e1vel para garantir alta produtividade, mas requer condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas favor\u00e1veis.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 fundamental a rota\u00e7\u00e3o de grupos qu\u00edmicos e ingredientes ativos, al\u00e9m do uso de multiss\u00edtios para prevenir o desenvolvimento de resist\u00eancia em pat\u00f3genos, como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Phakopsora pachyrhizi<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A aplica\u00e7\u00e3o de fungicidas nos est\u00e1dios reprodutivos R<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">5<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> ou R<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">5.5 <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">proporciona melhor controle de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Septoria glycines <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">e aumenta a produtividade de gr\u00e3os. No entanto, a efic\u00e1cia do controle de doen\u00e7as e o impacto no rendimento podem variar, dependendo das condi\u00e7\u00f5es ambientais. Em alguns casos, mesmo a severidade elevada da doen\u00e7a pode n\u00e3o reduzir significativamente o rendimento devido ao manejo adequado do pat\u00f3geno.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vale lembrar que o uso cont\u00ednuo de fungicidas no cultivo da soja pode levar a um aumento da press\u00e3o de sele\u00e7\u00e3o de fungos fitopatog\u00eanicos resistentes, potencialmente aumentando os custos e a contamina\u00e7\u00e3o ambiental.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Embora as aplica\u00e7\u00f5es de fungicidas possam efetivamente controlar essas doen\u00e7as e aumentar a produtividade de gr\u00e3os, especialmente quando aplicadas nos est\u00e1dios reprodutivos R5 ou R5.5, seu uso excessivo pode acelerar o desenvolvimento de resist\u00eancia a fungicidas em pat\u00f3genos como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Phakopsora pachyrhizi<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para mitigar estes riscos, s\u00e3o recomendados:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 Estrat\u00e9gias integradas de gest\u00e3o de doen\u00e7as, com altern\u00e2ncia de uso de produtos qu\u00edmicos e biol\u00f3gicos;<\/span><br \/>\n\u2022 <span style=\"font-weight: 400;\">Utiliza\u00e7\u00e3o de cultivares resistentes que incorporem novos mecanismos de a\u00e7\u00e3o;<\/span><br \/>\n\u2022 <span style=\"font-weight: 400;\">Controle e crit\u00e9rios cient\u00edficos para determinar o momento das aplica\u00e7\u00f5es iniciais de fungicidas, com base no constante monitoramento da cultura e no diagn\u00f3stico de doen\u00e7as, permitindo a identifica\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as ainda em seus in\u00edcios e garantia da quebra do ciclo dela e seu controle efetivo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em resumo, o manejo integrado, combinando cultivares resistentes, rota\u00e7\u00e3o de culturas e aplica\u00e7\u00e3o oportuna de fungicidas \u00e9 recomendado para um controle eficaz de doen\u00e7as na soja.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As doen\u00e7as de final de ciclo da soja s\u00e3o um grande obst\u00e1culo para a cultura que \u00e9 uma das principais commodities brasileiras.\u00a0 Atualmente, o Brasil ostenta o primeiro lugar na produ\u00e7\u00e3o mundial e o desafio de ter tamanha produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 associado com o controle das doen\u00e7as que acometem a cultura.\u00a0 Entenda mais detalhes sobre<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":575,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-574","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-manejo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/574","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=574"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/574\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/575"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=574"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=574"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=574"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}