{"id":648,"date":"2025-07-18T22:10:29","date_gmt":"2025-07-19T01:10:29","guid":{"rendered":"https:\/\/dmbrstg.wpengine.com\/blog\/?p=648"},"modified":"2025-10-01T22:26:07","modified_gmt":"2025-10-02T01:26:07","slug":"doencas-foliares-do-trigo-guia-completo-de-identificacao-prevencao-e-manejo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/doencas-foliares-do-trigo-guia-completo-de-identificacao-prevencao-e-manejo\/","title":{"rendered":"Doen\u00e7as foliares do trigo: guia completo de identifica\u00e7\u00e3o, preven\u00e7\u00e3o e manejo"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">As doen\u00e7as foliares do trigo representam um dos maiores desafios para os produtores brasileiros. Quando n\u00e3o s\u00e3o manejadas adequadamente, os preju\u00edzos podem ser muito elevados, em especial os financeiros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por isso, \u00e9 fundamental entender a fundo as doen\u00e7as foliares do trigo, conhecer seus danos e aplicar formas eficientes de controle. E para te auxiliar nesse processo, o coordenador de fitopatologia da GDM Seeds, Fl\u00e1vio Martins, compartilha as principais orienta\u00e7\u00f5es neste artigo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Confira a seguir como obter uma lavoura de trigo livre de doen\u00e7as, fazer o manejo correto e alcan\u00e7ar o sucesso da sua safra.<\/span><\/p>\n<h3><b>Quais s\u00e3o as principais doen\u00e7as foliares do trigo?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No Brasil, as principais doen\u00e7as de dif\u00edcil controle, no trigo, afetam a espiga do cereal. S\u00e3o elas, sobretudo, a giberela \u2013 t\u00edpica de regi\u00f5es mais frias, como o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paran\u00e1 \u2013 e a brusone, que costuma aparecer em condi\u00e7\u00f5es de calor e umidade, mais frequentes no norte do Paran\u00e1 e Cerrado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entretanto, as doen\u00e7as que atingem a folha da planta de trigo tamb\u00e9m exigem bastante aten\u00e7\u00e3o por parte dos produtores, por isso o destaque neste artigo. Abaixo est\u00e3o as principais, de acordo com a regi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<h4><b>Regi\u00e3o Sul:<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 O\u00eddio;<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 Mancha amarela;<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 Ferrugem da folha;<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 Bacterioses.\u00a0<\/span><\/p>\n<h4><b>Regi\u00e3o Cerrado<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 Brusone da folha;<br \/>\n\u2022 <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Estria bacteriana, uma bacteriose causada pelo complexo Xanthomonas.<\/span><\/p>\n<h3><b>O\u00eddio: a doen\u00e7a mais recorrente das \u00faltimas safras<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O o\u00eddio tem sido a doen\u00e7a foliar do trigo mais recorrente do Sul nas safras mais recentes. A enfermidade, causada pelo fungo Blumeria graminis, se beneficia de temperaturas amenas (entre 15\u00baC e 20\u00baC) e baixa precipita\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO sintoma caracter\u00edstico da doen\u00e7a \u00e9 o aparecimento de mic\u00e9lios do fungo em cor branca-acinzentada, com aspecto de mofo pulverulento, que progridem das folhas do baixeiro para as superiores\u201d, menciona Fl\u00e1vio Martins.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_649\" aria-describedby=\"caption-attachment-649\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-649 size-full\" src=\"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-1-oidio-foto-22-guia-doencas-biotrigo-1.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-1-oidio-foto-22-guia-doencas-biotrigo-1.jpg 350w, https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-1-oidio-foto-22-guia-doencas-biotrigo-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-1-oidio-foto-22-guia-doencas-biotrigo-1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-649\" class=\"wp-caption-text\">Principal sintoma do o\u00eddio na folha de trigo<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como o fungo do o\u00eddio \u00e9 biotr\u00f3fico, ou seja, sobrevive apenas em plantas vivas de trigo, as infec\u00e7\u00f5es iniciais s\u00e3o originadas a partir de plantas volunt\u00e1rias do cereal, que vegetam durante o ver\u00e3o\/outono.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, os con\u00eddios s\u00e3o dispersos pelo vento e percorrem longas dist\u00e2ncias. Ou seja, as primeiras col\u00f4nias de o\u00eddio podem ocorrer logo ap\u00f3s a emerg\u00eancia, caso as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas sejam favor\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Conforme a <\/span><a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/agencia-de-informacao-tecnologica\/cultivos\/trigo\/producao\/doencas\/oidio\"><span style=\"font-weight: 400;\">Embrapa Trigo<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, a ocorr\u00eancia da doen\u00e7a em anos normais pode reduzir a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os em 5% a 8%. Em anos com condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis ao fungo, em cultivares suscet\u00edveis, os impactos podem ser de 15% a 62%.<\/span><\/p>\n<h4><b>Principais medidas de controle para o\u00eddio<\/b><b><br \/>\n<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tanto para o\u00eddio, como para qualquer outra das doen\u00e7as foliares do trigo, a principal medida de controle \u00e9 a gen\u00e9tica da cultivar. \u201cA gen\u00e9tica \u00e9 o principal pilar e as outras medidas se complementam para formar o manejo integrado de doen\u00e7as\u201d, menciona Martins.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dessa forma, a segunda medida recomendada para o controle de o\u00eddio \u00e9 o tratamento de sementes com fungicidas espec\u00edficos para a doen\u00e7a.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO TS vai gerar um residual que protege as folhas no in\u00edcio do desenvolvimento contra as primeiras infec\u00e7\u00f5es do o\u00eddio. Esse fator facilita bastante o manejo qu\u00edmico com aplica\u00e7\u00f5es em parte a\u00e9rea, realizado ao longo do ciclo\u201d, comenta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A aplica\u00e7\u00e3o de fungicidas em parte a\u00e9rea \u00e9 outra importante medida de controle para o\u00eddio destacada por Martins.<\/span><\/p>\n<h3><b>Mancha amarela: a doen\u00e7a foliar mais importante do Sul<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Historicamente, a mancha amarela \u00e9 a doen\u00e7a de folha que mais causa preocupa\u00e7\u00e3o nas lavouras de trigo do Sul do pa\u00eds, devido ao seu potencial de dano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A doen\u00e7a, causada pelo fungo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Drechslera tritici-repentis<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, se beneficia de condi\u00e7\u00f5es de molhamento cont\u00ednuo (m\u00ednimo de 18 horas) a temperaturas de 20\u00baC. Em temperaturas maiores, como de 28\u00baC, o tempo de molhamento necess\u00e1rio para a infec\u00e7\u00e3o reduz para 12 horas cont\u00ednuas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os primeiros sintomas da mancha amarela s\u00e3o pequenas les\u00f5es de cor marrom escuras que evoluem para les\u00f5es el\u00edpticas de centro marrom pardo e halo amarelado.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_650\" aria-describedby=\"caption-attachment-650\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-650 size-full\" src=\"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-2-mancha-amarela-foto-1-guia-doencas-biotrigo.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-2-mancha-amarela-foto-1-guia-doencas-biotrigo.jpg 350w, https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-2-mancha-amarela-foto-1-guia-doencas-biotrigo-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-2-mancha-amarela-foto-1-guia-doencas-biotrigo-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-650\" class=\"wp-caption-text\">O sintoma inicial da mancha amarela s\u00e3o pequenas les\u00f5es marrom escuras<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em condi\u00e7\u00f5es prop\u00edcias ao desenvolvimento da mancha amarela, a doen\u00e7a pode reduzir em mais de 50% a produtividade da lavoura de trigo, sobretudo em \u00e1reas de monocultura e em cultivares suscet\u00edveis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEntretanto, a doen\u00e7a n\u00e3o tem sido registrada com frequ\u00eancia e intensidade nas \u00faltimas safras da regi\u00e3o, devido a condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas n\u00e3o t\u00e3o favor\u00e1veis ao seu desenvolvimento\u201d, pontua Martins.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O fungo causador da doen\u00e7a \u00e9 necrotr\u00f3fico \u2013 ou seja, se alimenta de restos culturais de trigo. Isso faz com que a doen\u00e7a seja um ponto de aten\u00e7\u00e3o ainda maior em regi\u00f5es tradicionais pelo cultivo de trigo sobre trigo, como \u00e9 o caso das Miss\u00f5es, a maior \u00e1rea trit\u00edcola do Rio Grande do Sul.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_651\" aria-describedby=\"caption-attachment-651\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-651 size-full\" src=\"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-3-mancha-amarela-foto-2-guia-doencas-biotrigo.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-3-mancha-amarela-foto-2-guia-doencas-biotrigo.jpg 350w, https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-3-mancha-amarela-foto-2-guia-doencas-biotrigo-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-3-mancha-amarela-foto-2-guia-doencas-biotrigo-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-651\" class=\"wp-caption-text\">O sintoma da mancha amarela evolui para les\u00f5es de centro marrom pardo e halo amarelado, que podem crescer de tamanho<\/figcaption><\/figure>\n<h4><b>Principais medidas de controle para mancha amarela<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Visando o controle da mancha, a resist\u00eancia gen\u00e9tica segue sendo o primeiro pilar. Para Martins, a segunda principal medida de controle \u00e9 a uni\u00e3o de duas pr\u00e1ticas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c\u00c9 preciso que a semente esteja sadia. Ou que, ao menos, a semente esteja tratada com fungicidas espec\u00edficos para mancha amarela, o que garante uma boa sanidade da semente. Mas, de nada adianta isso se voc\u00ea semear o trigo em uma \u00e1rea com restos culturais. Ent\u00e3o, voc\u00ea sempre precisa associar a semente sadia com a rota\u00e7\u00e3o de culturas. Sen\u00e3o, uma anula o efeito da outra\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em terceiro lugar, o fitopatologista aponta a utilidade da aplica\u00e7\u00e3o de fungicidas em parte a\u00e9rea. \u201cTemos uma grande disponibilidade de fungicidas. Alguns mais, outros menos eficientes, mas que de forma geral, controlam muito bem a mancha em parte a\u00e9rea\u201d, acrescenta.<\/span><\/p>\n<h3><b>Ferrugem da folha: avan\u00e7o gen\u00e9tico minimizou impactos<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A ferrugem da folha \u00e9 encontrada em todos os pa\u00edses que cultivam trigo no mundo. No Brasil, entretanto, a maior parte das cultivares utilizadas apresentam n\u00edveis, ao menos, moderados de resist\u00eancia \u00e0 doen\u00e7a, o que facilita seu controle.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA ferrugem da folha n\u00e3o \u00e9 considerada uma doen\u00e7a com controle muito dif\u00edcil. Por\u00e9m, em situa\u00e7\u00f5es epid\u00eamicas, pode gerar danos significativos\u201d, afirma Martins.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo a <\/span><a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/agencia-de-informacao-tecnologica\/cultivos\/trigo\/producao\/doencas\/ferrugem-da-folha\"><span style=\"font-weight: 400;\">Embrapa Trigo<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, esse dano no rendimento de gr\u00e3os pode ser de n\u00fameros na ordem de 50%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Causada pelo fungo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Puccinia triticina<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, a ferrugem gera maior impacto em regi\u00f5es \u00famidas, com orvalho intenso e temperaturas amenas, na regi\u00e3o dos 15\u00baC a 22\u00baC.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Seus sintomas s\u00e3o, normalmente, observados nas folhas \u2013 mas tamb\u00e9m podem ser encontrados nas glumas e aristas. Eles come\u00e7am com pequenas pontua\u00e7\u00f5es ovais amarelas e progridem para p\u00fastulas arredondadas de cor amarelo-alaranjadas, que podem (ou n\u00e3o) possuir um halo amarelo.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_652\" aria-describedby=\"caption-attachment-652\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-652 size-full\" src=\"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-4-ferrugem-da-folha-foto-28-guia-doencas-biotrigo.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-4-ferrugem-da-folha-foto-28-guia-doencas-biotrigo.jpg 350w, https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-4-ferrugem-da-folha-foto-28-guia-doencas-biotrigo-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-4-ferrugem-da-folha-foto-28-guia-doencas-biotrigo-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-652\" class=\"wp-caption-text\">Pequenos pontos ovalados de cor amarela s\u00e3o os sintomas iniciais da ferrugem da folha<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 disseminada pelos uredosporos \u2013 como se fossem as \u201csementes\u201d do fungo \u2013 liberados de plantas volunt\u00e1rias de trigo na entressafra, que percorrem longas dist\u00e2ncias pelo vento at\u00e9 encontrarem plantas jovens do cereal, j\u00e1 na safra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao atingirem as folhas do trigo, come\u00e7am o processo de infec\u00e7\u00e3o com temperaturas pr\u00f3ximas aos 18\u00baC e molhamento cont\u00ednuo de 6h.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_653\" aria-describedby=\"caption-attachment-653\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-653 size-full\" src=\"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-5-ferrugem-da-folha-foto-29-guia-doencas-biotrigo.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-5-ferrugem-da-folha-foto-29-guia-doencas-biotrigo.jpg 350w, https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-5-ferrugem-da-folha-foto-29-guia-doencas-biotrigo-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-5-ferrugem-da-folha-foto-29-guia-doencas-biotrigo-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-653\" class=\"wp-caption-text\">Os sintomas da ferrugem evoluem para p\u00fastulas amarelo-alaranjadas, que medem cerca de 1,5 mm de di\u00e2metro<\/figcaption><\/figure>\n<h4><b>Principais medidas de controle para ferrugem da folha<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA melhor forma de controle da ferrugem \u00e9 a resist\u00eancia gen\u00e9tica. Em segundo lugar, eu apontaria para o manejo de fungicidas em parte a\u00e9rea. Dessas doen\u00e7as foliares do trigo no Sul, talvez a ferrugem seja a mais f\u00e1cil de se controlar. H\u00e1 uma grande disponibilidade de produtos\u201d, agrega Martins.<\/span><\/p>\n<h3><b>Brusone da folha: doen\u00e7a foliar foco no Cerrado<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em localidades mais quentes, sobretudo de trigo cultivado em regi\u00f5es tropicais, a brusone da folha se torna uma das doen\u00e7as foliares do trigo mais importantes da cultura, devido ao alto potencial de dano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cSabemos que plantios fora da janela adequada ou em abertura de semeadura, com uma cultivar suscet\u00edvel e sem manejo, podem gerar perdas de at\u00e9 100% da lavoura. E n\u00e3o \u00e9 raro de acontecer\u201d, pontua Martins.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A brusone \u00e9 causada pelo fungo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Pyricularia oryzae<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e afeta tanto a folha do trigo quanto a espiga. \u00c9 na espiga que a doen\u00e7a se apresenta na sua vers\u00e3o mais destrutiva, devido a limita\u00e7\u00f5es em seu controle. Entretanto, os impactos do fungo na folha n\u00e3o devem ser subestimados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As les\u00f5es na folha geralmente possuem formato el\u00edptico e colora\u00e7\u00e3o palha-acinzentada. Elas podem, ainda, apresentar halo de cor avermelhada, a depender da rea\u00e7\u00e3o da cultivar.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_654\" aria-describedby=\"caption-attachment-654\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-654 size-full\" src=\"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-6-brusone-da-folha-foto-55-guia-doencas-biotrigo.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-6-brusone-da-folha-foto-55-guia-doencas-biotrigo.jpg 350w, https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-6-brusone-da-folha-foto-55-guia-doencas-biotrigo-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-6-brusone-da-folha-foto-55-guia-doencas-biotrigo-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-654\" class=\"wp-caption-text\">Les\u00f5es de cor palha-acinzentada causadas na folha de trigo por brusone<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O fungo sobrevive em uma gama de hospedeiros, n\u00e3o restritos apenas ao trigo, e tamb\u00e9m em sementes e restos culturais de trigo. Os con\u00eddios dispersos pelo vento s\u00e3o a principal forma de dissemina\u00e7\u00e3o do fungo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A infec\u00e7\u00e3o da brusone no trigo acontece quando esses con\u00eddios atingem a r\u00e1quis (brusone da espiga) ou a folha, com pelo menos 8h de molhamento cont\u00ednuo a 25\u00baC. Temperaturas entre 25\u00baC e 30\u00baC, somadas a molhamento acima de 40h, podem gerar cen\u00e1rios mais severos da doen\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por outro lado, temperaturas noturnas abaixo de 13\u00baC afetam negativamente o fungo, reduzindo a chance de infec\u00e7\u00e3o e epidemias.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_655\" aria-describedby=\"caption-attachment-655\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-655 size-full\" src=\"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-7-brusone-da-folha-foto-56-guia-doencas-biotrigo.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-7-brusone-da-folha-foto-56-guia-doencas-biotrigo.jpg 350w, https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-7-brusone-da-folha-foto-56-guia-doencas-biotrigo-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/10\/foto-7-brusone-da-folha-foto-56-guia-doencas-biotrigo-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-655\" class=\"wp-caption-text\"><em>\u00a0O sintoma inicial da mancha amarela s\u00e3o pequenas les\u00f5es marrom escuras\u00a0<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA brusone da folha tem dois impactos. Al\u00e9m de causar a redu\u00e7\u00e3o de rendimento, ela tamb\u00e9m vai servir como fonte de in\u00f3culo para a brusone da espiga. Ou seja, uma lavoura com alta incid\u00eancia de brusone da folha tende a ter mais brusone da espiga tamb\u00e9m\u201d, pontua Martins.<\/span><\/p>\n<h4><b>Principais medidas de controle para brusone da folha<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O fitopatologista refor\u00e7a a import\u00e2ncia da resist\u00eancia gen\u00e9tica da cultivar como a principal forma de combater a doen\u00e7a. Junto \u00e0 gen\u00e9tica, o manejo qu\u00edmico com fungicidas possui extrema import\u00e2ncia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO fungicida em parte a\u00e9rea tem um alto impacto sobre o manejo da brusone da folha, principalmente se ele for aplicado de forma preventiva\u201d, cita.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outra importante estrat\u00e9gia para controle do fungo \u00e9 o escalonamento das \u00e9pocas de semeadura, visando o escape do per\u00edodo cr\u00edtico para a infec\u00e7\u00e3o. \u201cPor isso, cultivares que sejam suscet\u00edveis \u00e0 brusone da folha n\u00e3o devem ser posicionadas em abertura de janela de semeadura no Cerrado\u201d, menciona.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><b><\/b><\/p>\n<h3><b>Queima da folha e estria bacteriana: as doen\u00e7as foliares do trigo causadas por bact\u00e9rias<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 comum que o produtor de trigo ou\u00e7a ou at\u00e9 mesmo se refira \u00e0 bacteriose como uma doen\u00e7a do trigo. Por\u00e9m, o termo \u00e9 amplo e pode se referir a, sobretudo, duas enfermidades da cultura, comumente chamadas de bacterioses:<\/span><\/p>\n<p><b><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022\u00a0 <\/span>Queima da folha: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">causada por bact\u00e9rias do g\u00eanero Pseudomonas, costuma ocorrer com maior frequ\u00eancia em regi\u00f5es de clima frio.<\/span><b><br \/>\n<\/b><\/p>\n<p><b><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022\u00a0 <\/span>Estria bacteriana:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> causada pelo complexo de bact\u00e9rias Xanthomonas, tende a acontecer em regi\u00f5es mais quentes, como o norte do Paran\u00e1 e Cerrado, mas tamb\u00e9m teve sua ocorr\u00eancia registrada em lavouras do Sul nos \u00faltimos anos.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As principais formas de controlar ambas essas doen\u00e7as foliares do trigo \u00e9 atrav\u00e9s do uso de cultivares moderadamente resistentes ou resistentes a elas, aliado ao uso de sementes sadias e rota\u00e7\u00e3o de culturas com esp\u00e9cies n\u00e3o-hospedeiras. Ainda, deve-se evitar o excesso de molhamento e inj\u00farias pela aplica\u00e7\u00e3o de defensivos agr\u00edcolas.<\/span><\/p>\n<h3><b>Quais s\u00e3o os grupos qu\u00edmicos recomendados para o manejo de cada doen\u00e7a?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para o tratamento de sementes, visando o controle de o\u00eddio, Martins destaca que existem tr\u00eas fungicidas do grupo dos triazois e um fungicida do grupo das carboxamidas com boa efici\u00eancia. \u201cEm parte a\u00e9rea, h\u00e1 a op\u00e7\u00e3o de triazois e um fungicida pertencente \u00e0s morfolinas\u201d, comenta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para o controle da mancha amarela, o fitopatologista recomenda o uso de triazois, estrobilurinas, carboxamidas, protetores e de iprodiona.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cQuanto \u00e0 brusone da folha, podem ser utilizados triazois, estrobilurinas, carboxamidas e benzimidazois, que colaboram bastante no manejo.\u201d<\/span><\/p>\n<h3><b>O papel da resist\u00eancia gen\u00e9tica no controle de doen\u00e7as foliares do trigo<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como bem pontuou Martins, o principal pilar para o controle de quaisquer doen\u00e7as foliares do trigo \u00e9 a resist\u00eancia gen\u00e9tica das cultivares. E os esfor\u00e7os cont\u00ednuos da pesquisa em trigo da GDM Seeds vem possibilitando um aumento do n\u00edvel de resist\u00eancia para as principais doen\u00e7as da cultura no Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTemos tido um grande esfor\u00e7o para lan\u00e7ar cultivares que, pelo menos, mantenham o n\u00edvel de resist\u00eancia j\u00e1 existente nos nossos portf\u00f3lios. Em fun\u00e7\u00e3o do melhoramento gen\u00e9tico, estamos trazendo cultivares muito superiores, tanto para doen\u00e7as de espiga como para doen\u00e7as foliares, a exemplo de o\u00eddio e brusone da folha\u201d, ressalta.<\/span><\/p>\n<h3><b>Portf\u00f3lio de trigo DONMARIO agrega em seguran\u00e7a \u00e0s doen\u00e7as foliares<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a safra de trigo de 2025, a DONMARIO lan\u00e7ou duas cultivares. S\u00e3o elas:<\/span><\/p>\n<p><b><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 <\/span>DM3026<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">,<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">de variedade precoce;<br \/>\n<\/span><b><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 <\/span>DM4025<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, de ciclo m\u00e9dio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ambas est\u00e3o indicadas para toda a regi\u00e3o Sul, bem como partes de S\u00e3o Paulo e do Mato Grosso do Sul, e apresentam excepcionais n\u00edveis de potencial produtivo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os lan\u00e7amentos tamb\u00e9m proporcionam mais seguran\u00e7a no campo ao produtor, que pode contar com pacotes fitossanit\u00e1rios robustos para doen\u00e7as foliares do trigo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A DM3026 possui como principais destaques a resist\u00eancia frente ao o\u00eddio, mancha amarela e queima da folha. A cultivar tamb\u00e9m se apresenta de forma segura para ferrugem e estria bacteriana, sendo moderadamente resistente \u00e0s enfermidades. \u201cEm resumo, DM3026 \u00e9 um material muito seguro pensando em doen\u00e7as de folha\u201d, comenta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A DM4025, por sua vez, tamb\u00e9m oferece um pacote seguro na resist\u00eancia ao complexo de doen\u00e7as foliares do trigo, sendo moderadamente resistente ao o\u00eddio, mancha amarela, queima da folha e ferrugem. \u201cCom exce\u00e7\u00e3o da rea\u00e7\u00e3o de DM4025 \u00e0 estria bacteriana, que \u00e9 moderadamente suscet\u00edvel, a cultivar tamb\u00e9m \u00e9 muito segura frente a doen\u00e7as de folha\u201d, diz Martins.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><a href=\"\/cultivar-de-trigo-conheca-o-mais-novo-lancamento-da-donmario\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Conhe\u00e7a as cultivares DONMARIO DM3026 e DM4025:<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> tecnologia gen\u00e9tica comprovada para <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">controle eficaz das principais doen\u00e7as foliares do trigo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Acesse o <\/span><a href=\"https:\/\/materiais.donmario.com.br\/trigo-donmario25\"><span style=\"font-weight: 400;\">folder de trigo da DONMARIO<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e confira em detalhes os dois lan\u00e7amentos.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As doen\u00e7as foliares do trigo representam um dos maiores desafios para os produtores brasileiros. Quando n\u00e3o s\u00e3o manejadas adequadamente, os preju\u00edzos podem ser muito elevados, em especial os financeiros. Por isso, \u00e9 fundamental entender a fundo as doen\u00e7as foliares do trigo, conhecer seus danos e aplicar formas eficientes de controle. E para te auxiliar nesse<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":657,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[74],"tags":[],"class_list":["post-648","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-trigo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/648","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=648"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/648\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/657"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=648"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=648"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=648"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}