{"id":665,"date":"2025-08-27T22:43:05","date_gmt":"2025-08-28T01:43:05","guid":{"rendered":"https:\/\/dmbrstg.wpengine.com\/blog\/?p=665"},"modified":"2025-10-01T22:44:58","modified_gmt":"2025-10-02T01:44:58","slug":"guia-completo-sobre-pragas-e-doencas-do-milho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.donmario.com.br\/blog\/guia-completo-sobre-pragas-e-doencas-do-milho\/","title":{"rendered":"Guia completo sobre pragas e doen\u00e7as do milho"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">O sucesso no controle de pragas e doen\u00e7as do milho \u00e9 indispens\u00e1vel para uma safra de alta performance.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na cultura do milho, os desafios impostos por diversas pragas e doen\u00e7as fizeram com que os produtores, h\u00e1 muitos anos, se habituassem a boas pr\u00e1ticas de manejo, como a identifica\u00e7\u00e3o precoce e o devido controle.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entretanto, a quantidade de pragas e doen\u00e7as do milho gera desafios di\u00e1rios aos produtores e at\u00e9 mesmo aos consultores t\u00e9cnicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAs doen\u00e7as do milho s\u00e3o muito c\u00edclicas. De 15 anos para c\u00e1, mudou muito esse cen\u00e1rio de doen\u00e7as. E eu vejo que ainda h\u00e1 dificuldade t\u00e9cnica dos profissionais em conhecer e identificar essas doen\u00e7as, at\u00e9 porque muitas delas s\u00e3o parecidas e ainda s\u00e3o poucos os laborat\u00f3rios que fazem diagn\u00f3sticos\u201d, comenta Neucimara Ribeiro, doutora em fitopatologia e gerente de sanidade da GDM Seeds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse cen\u00e1rio de alta exig\u00eancia t\u00e9cnica, entender os principais problemas da cultura e conseguir realizar diagn\u00f3sticos precisos, unidos a manejos eficientes, \u00e9 fundamental para obter uma safra de alta performance.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por isso, a DONMARIO traz este guia completo sobre as principais pragas e doen\u00e7as do milho para facilitar a identifica\u00e7\u00e3o e o manejo em cada situa\u00e7\u00e3o. Confira!<\/span><\/p>\n<h3><b>Principais pragas do milho<\/b><\/h3>\n<h4><b>Lagarta-do-cartucho (<\/b><b><i>Spodoptera frugiperda<\/i><\/b><b>)<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Conhecida como lagarta-do-cartucho ou lagarta militar, a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Spodoptera frugiperda<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 considerada uma praga de alta import\u00e2ncia na cultura do milho. De acordo com Paulo Degrande, agr\u00f4nomo e doutor em entomologia, <\/span><b>se n\u00e3o for controlada adequadamente, a lagarta pode causar perdas m\u00e9dias de produtividade na casa de 30% a 35%.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Spodoptera frugiperda<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> ataca a planta do milho desde o h\u00e1bito de lagarta rosca, destruindo folhas e, em especial, o cartucho do milho. Ela tamb\u00e9m ataca a base da espiga e, eventualmente, pode atacar o pend\u00e3o\u201d, descreve.<\/span><\/p>\n<p><b>A utiliza\u00e7\u00e3o de h\u00edbridos que possuam prote\u00e7\u00e3o \u00e0 esp\u00e9cie figura entre as principais estrat\u00e9gias de controle contra a lagarta-do-cartucho. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Junto a eles, o uso de inseticidas sist\u00eamicos \u2013 registrados para a cultura do milho \u2013 tamb\u00e9m \u00e9 recomendado, especialmente em cen\u00e1rios de condi\u00e7\u00f5es h\u00eddricas satisfat\u00f3rias.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"\/como-escolher-o-hibrido-de-milho-safrinha-ideal-para-sua-lavoura\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Saiba como escolher o h\u00edbrido de milho safrinha ideal para a sua lavoura<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em ambientes de escassez h\u00eddrica, \u00e9 ideal complementar os tratamentos anteriores com pulveriza\u00e7\u00f5es direcionadas \u00e0 regi\u00e3o do cartucho da planta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEm per\u00edodos mais secos, o controle de algumas pragas, incluindo a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Spodoptera frugiperda<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, torna-se mais dif\u00edcil devido \u00e0 menor taxa de crescimento e recupera\u00e7\u00e3o da planta ap\u00f3s o ataque\u201d, pontua.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Paulo tamb\u00e9m alerta para outra dificuldade que os agricultores v\u00eam enfrentando recentemente no combate \u00e0 <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Spodoptera frugiperda<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><b>Est\u00e1 ocorrendo o agravamento da lagarta-do-cartucho nos \u00faltimos anos devido \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia dessa praga \u00e0s biotecnologias e ao controle qu\u00edmico.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> O produtor deve monitorar essa praga de perto, pois a resist\u00eancia crescente demanda atualiza\u00e7\u00e3o constante sobre a efic\u00e1cia dos tratamentos mais recentes\u201d, ressalta.<\/span><\/p>\n<h4><b>Lagarta-da-espiga-do-milho (<\/b><b><i>Helicoverpa zea<\/i><\/b><b>)<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na sua fase adulta, a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Helicoverpa zea<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 uma mariposa de cerca de 40 mm que deposita seus ovos nos cabelos do milho, os estigmas. Eventualmente, o inseto pode deposit\u00e1-los nas folhas em est\u00e1gio inicial de crescimento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As larvas, ao nascer, se alimentam dos cabelos, o que pode comprometer a poliniza\u00e7\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o dos gr\u00e3os. \u00c0 medida que se desenvolvem, migram para a ponta da espiga, onde se alimentam diretamente dos gr\u00e3os.<\/span><\/p>\n<p><b>\u201cDe modo geral, podemos dizer que a lagarta-da-espiga-do-milho causa um preju\u00edzo de 8,5% na produtividade,<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> seja pela destrui\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, por permitir a entrada de \u00e1gua na ponta da espiga, o que favorece o apodrecimento dos gr\u00e3os, ou pelo corte dos estigmas, prejudicando a poliniza\u00e7\u00e3o\u201d, explica Paulo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O uso de h\u00edbridos com prote\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica \u00e0 esp\u00e9cie \u00e9 um dos principais m\u00e9todos de controle da <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Helicoverpa zea<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Pelo fato de a lagarta geralmente estar protegida dentro da espiga do milho, a aplica\u00e7\u00e3o de inseticidas \u00e9 desafiadora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como alternativas, o produtor pode realizar o controle biol\u00f3gico, utilizando predadores e parasit\u00f3ides que atacam os ovos depositados e reduzem a popula\u00e7\u00e3o de lagartas na lavoura, ou aplicar inseticidas qu\u00edmicos ou \u00e0 base de v\u00edrus com alta precis\u00e3o antes que a lagarta penetre na espiga.<\/span><\/p>\n<h4><b>Cigarrinha-do-milho (<\/b><b><i>Dalbulus maidis<\/i><\/b><b>)<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A cigarrinha-do-milho \u00e9 considerada atualmente uma das pragas mais destrutivas para a cultura. Isso porque ela pode causar dois tipos de danos: diretos e indiretos. Dentre os danos diretos, est\u00e3o:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 Les\u00f5es nas folhas;<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 Enrolamento das folhas;<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 Enfraquecimento da planta;<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 Redu\u00e7\u00e3o no tamanho das espigas;<br \/>\n\u2022 Em cen\u00e1rios mais severos, poss\u00edvel morte da planta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entretanto, o inseto tamb\u00e9m atua como transmissor de pat\u00f3genos danosos \u00e0 cultura. \u201cA cigarrinha transmite dois molicutes, que causam o enfezamento vermelho e o enfezamento p\u00e1lido, e um v\u00edrus, o do raiado fino ou da risca\u201d, menciona Paulo. Como a praga pode transmitir diversas doen\u00e7as, o potencial de dano \u00e9 bastante vari\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTudo vai depender da fase da cultura em que houve o ataque, da quantidade de in\u00f3culo, da toler\u00e2ncia do h\u00edbrido e da efic\u00e1cia dos tratamentos. Mas <\/span><b>as doen\u00e7as transmitidas pela cigarrinha podem gerar perdas vari\u00e1veis de 30% a 90% na produtividade, com dados dispersos e vari\u00e1veis na literatura\u201d, destaca.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Diversas estrat\u00e9gias fazem parte do manejo contra a cigarrinha. Uma das medidas fundamentais para um combate bem-sucedido \u00e9 eliminar as plantas hospedeiras do inseto, como as volunt\u00e1rias (tigueras ou guaxas) de milho, na entressafra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando poss\u00edvel, tamb\u00e9m intercalar o cultivo do milho com o de plantas n\u00e3o hospedeiras pode ajudar a afastar a cigarrinha das lavouras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Do ponto de vista do manejo qu\u00edmico, o tratamento com inseticidas espec\u00edficos para a praga tamb\u00e9m \u00e9 eficiente para reduzir a popula\u00e7\u00e3o do inseto na lavoura, especialmente nas fases iniciais do desenvolvimento da planta (at\u00e9 V8-V10).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entretanto, a medida priorit\u00e1ria no manejo contra a praga deve ser a ado\u00e7\u00e3o de h\u00edbridos que apresentem boa toler\u00e2ncia \u00e0s doen\u00e7as causadas pela cigarrinha.<\/span><\/p>\n<h4><b>Pulg\u00e3o-do-milho (<\/b><b><i>Rhopalosiphum maidis<\/i><\/b><b>)<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim como a cigarrinha, o pulg\u00e3o-do-milho \u00e9 um inseto sugador. Ele se alimenta da seiva da planta e, com isso, pode transmitir o v\u00edrus do mosaico do milho e favorecer o surgimento da fumagina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Geralmente, o pulg\u00e3o se alimenta do cartucho \u2013 onde tamb\u00e9m se esconde \u2013 e das gemas florais, mas tamb\u00e9m pode atacar o pend\u00e3o.<\/span><b> Em climas secos e com altas temperaturas, o inseto pode se multiplicar mais rapidamente.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sua forma de controle se resume \u00e0 uni\u00e3o entre a escolha de gen\u00f3tipos tolerantes ao v\u00edrus transmitido pelo inseto e o uso de inseticidas espec\u00edficos para pulg\u00f5es-do-milho.<\/span><\/p>\n<h4><b>Percevejo-barriga-verde (<\/b><b><i>Dichelops melacanthus e D. furcatus<\/i><\/b><b>)<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro importante inseto sugador dentro da cultura \u00e9 o percevejo-barriga-verde, que costuma se alimentar da seiva da planta, sobretudo nas fases iniciais da cultura (at\u00e9 V3-V5).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cOs sintomas incluem murchamento, deforma\u00e7\u00f5es, perfura\u00e7\u00f5es e, em infesta\u00e7\u00f5es severas, a morte de plantas\u201d, menciona Paulo.<\/span><\/p>\n<p><b>O controle do percevejo-barriga-verde come\u00e7a com a redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o na cultura antecessora.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> O produtor tamb\u00e9m pode realizar tratamento de sementes com inseticidas sist\u00eamicos, pulveriza\u00e7\u00f5es na desseca\u00e7\u00e3o pr\u00e9-plantio e ap\u00f3s a emerg\u00eancia. O monitoramento rigoroso da popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 crucial para o sucesso no manejo do inseto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO produtor precisa realizar o controle do percevejo-barriga-verde, da cigarrinha e do pulg\u00e3o de maneira rigorosa e preventiva, antes que surjam os sintomas causados pelas toxinas do percevejo e pelas doen\u00e7as transmitidas pela cigarrinha e pelo pulg\u00e3o\u201d, enfatiza Paulo Degrande.<\/span><\/p>\n<h4><b>Broca-da-cana (<\/b><b><i>Diatraea saccharalis<\/i><\/b><b>)<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A broca-da-cana \u00e9 uma esp\u00e9cie de lagarta que acomete principalmente as culturas da cana-de-a\u00e7\u00facar e do milho. Entretanto, \u00e9 na cana que ela representa uma maior preocupa\u00e7\u00e3o para os agricultores. No milho, sua import\u00e2ncia diminuiu significativamente devido aos avan\u00e7os em biotecnologias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA broca-da-cana j\u00e1 foi muito mais importante do que \u00e9 hoje no Brasil. Atualmente, os h\u00edbridos de milho com biotecnologias que possuem prote\u00ednas Bt s\u00e3o muito eficazes para o seu controle\u201d, destaca Paulo.<\/span><\/p>\n<h3><b>Principais doen\u00e7as do milho<\/b><\/h3>\n<h4><b>Bipolaris<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para muitos, a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Bipolaris<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 considerada atualmente a principal doen\u00e7a do milho no Mato Grosso. Segundo Neucimara, ela \u00e9 uma doen\u00e7a de dif\u00edcil identifica\u00e7\u00e3o no campo. \u201cEla acaba se confundindo um pouco com a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Cercospora<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e com a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Xanthomonas<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d, menciona.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O fungo possui duas ra\u00e7as principais: <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Bipolaris maydis<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Bipolaris zeicola<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. A doen\u00e7a geralmente apresenta como sintomas pontua\u00e7\u00f5es claras e alongadas. Tamb\u00e9m \u00e9 caracterizada pela presen\u00e7a de um halo de colora\u00e7\u00e3o castanha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAntigamente, enxerg\u00e1vamos a incid\u00eancia de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Bipolaris<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> na folha 1, 2 ou at\u00e9 na terceira. Hoje, a gente j\u00e1 v\u00ea o fungo principalmente na sexta e s\u00e9tima folha, que s\u00e3o folhas importantes para o enchimento de gr\u00e3os do milho.\u201d<\/span><\/p>\n<p><b>Temperaturas em torno de 22\u00baC a 30\u00baC, com climas \u00famidos, favorecem a ocorr\u00eancia da doen\u00e7a<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, que \u00e9 comum em altitudes baixas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">M\u00e9todos de controle para <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Bipolaris<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> envolvem o uso de h\u00edbridos com toler\u00e2ncia gen\u00e9tica \u00e0 doen\u00e7a, aplica\u00e7\u00e3o de fungicidas (\u00e9 recomendado o uso de triaz\u00f3is no cedo) e rota\u00e7\u00e3o de culturas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um dos motivos pelo qual a ocorr\u00eancia de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Bipolaris<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> vem crescendo no milho \u00e9 o fato de o fungo sobreviver em restos culturais e ser disseminado pelo vento e por sementes. \u201cEu vejo que n\u00f3s precisamos tomar cuidado com a colheita, para evitar perdas de sementes que se tornem tigueras e acabem servindo como ponte viva para a produ\u00e7\u00e3o de in\u00f3culo do fungo\u201d, ressalta Neucimara.<\/span><\/p>\n<h4><b>Complexo de Molicutes e Viroses (CMV): enfezamentos p\u00e1lido e vermelho<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Causadas pela cigarrinha-do-milho, as doen\u00e7as provocam uma s\u00e9rie de preju\u00edzos \u00e0 planta e \u00e0 espiga do milho. Alguns deles envolvem a redu\u00e7\u00e3o no crescimento da planta, a malforma\u00e7\u00e3o de espigas e o enfraquecimento do colmo ao favorecer infec\u00e7\u00f5es f\u00fangicas que causam tombamento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O enfezamento p\u00e1lido \u00e9 causado pelo pat\u00f3geno bacteriano <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Spiroplasma kunkelii<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, uma esp\u00e9cie de Mollicutes. J\u00e1 o enfezamento vermelho \u00e9 causado pelo fitoplasma <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Maize bushy stunt<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, outra esp\u00e9cie de Mollicutes.<\/span><\/p>\n<p><b>Para ambas as doen\u00e7as, a infec\u00e7\u00e3o ocorre em est\u00e1gios iniciais de desenvolvimento da planta. Os sintomas se manifestam ap\u00f3s o florescimento ou enchimento de gr\u00e3os.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No caso do enfezamento p\u00e1lido, al\u00e9m das malforma\u00e7\u00f5es na planta e na espiga mencionadas anteriormente, os sintomas envolvem estrias clor\u00f3ticas que se iniciam na base das folhas, podendo ocorrer tamb\u00e9m colora\u00e7\u00e3o avermelhada nas folhas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O enfezamento vermelho, por sua vez, tem como principal sintoma as folhas de colora\u00e7\u00e3o avermelhada. A distin\u00e7\u00e3o entre essas duas doen\u00e7as com base apenas nas caracter\u00edsticas visuais \u00e9 extremamente dif\u00edcil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c<\/span><b>A principal recomenda\u00e7\u00e3o para o manejo \u00e9 que o produtor monitore a \u00e1rea.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Depois que plantou, tem um inseto? Se sim, fa\u00e7a a aplica\u00e7\u00e3o de inseticidas no timing certo\u201d, indica Neucimara.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m dessa, outras a\u00e7\u00f5es mencionadas acima s\u00e3o importantes para o controle das popula\u00e7\u00f5es de cigarrinha no milho.<\/span><\/p>\n<h4><b>Complexo de Mollicutes e viroses (CMV): v\u00edrus do raiado fino\/v\u00edrus da risca<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A cigarrinha tamb\u00e9m \u00e9 a principal respons\u00e1vel pela ocorr\u00eancia do mosaico ou v\u00edrus do raiado fino (MRFV), tamb\u00e9m conhecido como risca do milho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os sintomas da doen\u00e7a se resumem a pequenos pontos clor\u00f3ticos nas folhas. Com o avan\u00e7o da doen\u00e7a, os pontos podem se aglutinar e formar linhas ao longo das nervuras.<\/span><\/p>\n<h4><b>Diplodia<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A diplodia \u00e9 causada pelo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Stenocarpella maydis<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, fungo necrotr\u00f3fico \u2013 ou seja, que sobrevive em restos culturais. De acordo com Neucimara, apesar de tamb\u00e9m infectar as folhas da planta do milho, o principal dano da doen\u00e7a \u00e9 causado dentro da espiga.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEla n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a que tende a causar danos significativos nas folhas. <\/span><b>O principal problema da diplodia \u00e9 que ela acaba indo para a espiga e causando o gr\u00e3o ardido\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, conta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dessa forma, al\u00e9m dos danos em produtividade que pode gerar \u00e0 cultura, o fungo tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pela redu\u00e7\u00e3o no rendimento e na qualidade dos gr\u00e3os colhidos. Ele pode impactar, inclusive, na produ\u00e7\u00e3o de micotoxinas, que podem influenciar o valor econ\u00f4mico do gr\u00e3o, dentre outros aspectos.<\/span><\/p>\n<p><b>O fungo da diplodia \u00e9 beneficiado por temperaturas na regi\u00e3o dos 24\u00baC a 30\u00baC e maior umidade. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Os sintomas iniciais ocorrem nas folhas e no caule da planta, com pequenas pontua\u00e7\u00f5es negras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s, elas evoluem para les\u00f5es com halo amarelado. Em seguida, o fungo penetra a espiga do milho, na qual apresenta o aspecto esbranqui\u00e7ado entre os gr\u00e3os.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As principais medidas de controle contra a diplodia consistem no uso de h\u00edbridos tolerantes \u00e0 doen\u00e7a, boas pr\u00e1ticas culturais na propriedade e o uso de fungicidas. Para o controle qu\u00edmico, o manejo deve ser feito nas fases iniciais da cultura, sendo indicado o uso de triaz\u00f3is, estrobilurinas e tiofanatos.<\/span><\/p>\n<h4><b>Ferrugem polissora<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dentre as ferrugens que acometem a cultura do milho, a ferrugem polissora \u00e9 a mais agressiva. Ela, que<\/span><b> se beneficia de altas temperaturas, por volta dos 27\u00baC, e de umidade, \u00e9 t\u00edpica de regi\u00f5es de menor altitude.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Seu principal sintoma \u00e9 a ocorr\u00eancia de p\u00fastulas pequenas e circulares (que lembram bolinhas) amareladas, geralmente na face inferior das folhas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de j\u00e1 ter sido mais destrutiva no passado, a ferrugem polissora ainda pode representar danos relevantes no potencial de rendimento da cultura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEla \u00e9 uma doen\u00e7a com uma capacidade muito grande de causar dano, mas eu vejo que o produtor aprendeu a conviver com ela e os programas de melhoramento tamb\u00e9m t\u00eam feito bem os seus trabalhos, com a incorpora\u00e7\u00e3o de resist\u00eancias \u00e0 doen\u00e7a em diversos h\u00edbridos\u201d, cita Neucimara.<\/span><\/p>\n<p><b>O uso de gen\u00f3tipos que apresentem toler\u00e2ncia \u00e0 ferrugem polissora \u00e9 um dos mais importantes m\u00e9todos de controle da doen\u00e7a.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Outros envolvem a escolha correta da \u00e9poca de semeadura, evitando plantios em momentos prop\u00edcios para a ocorr\u00eancia da doen\u00e7a, e a aplica\u00e7\u00e3o de fungicidas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os grupos qu\u00edmicos mais indicados para o manejo s\u00e3o os das estrobilurinas e das carboxamidas.<\/span><\/p>\n<h4><b>Ferrugens comum e tropical<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As ferrugens comum e tropical costumam ser menos frequentes e agressivas em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 polissora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O desenvolvimento da ferrugem comum \u00e9 favorecido por temperaturas baixas, em torno de 16\u202f\u00b0C a 18\u202f\u00b0C, e alta umidade. Seus sintomas caracter\u00edsticos incluem a presen\u00e7a de p\u00fastulas semelhantes a bastonetes, de colora\u00e7\u00e3o enferrujada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 a ferrugem tropical apresenta p\u00fastulas pequenas (0,3 a 1\u202fmm), de colora\u00e7\u00e3o branca ou amarelada, com formato variando de arredondado a oval. \u00c0 medida que a doen\u00e7a se desenvolve, os grupos de p\u00fastulas ficam circundados por um halo escuro, frequentemente avermelhado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A ferrugem tropical, assim como a polissora, \u00e9 caracter\u00edstica de altas temperaturas e baixas altitudes. O manejo qu\u00edmico de ambas pode ser realizado com estrobilurinas e carboxamidas.<\/span><\/p>\n<h4><b>Turcicum<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O turcicum, segundo Neucimara, \u00e9 outro exemplo de doen\u00e7a que costumava causar maiores impactos nos milharais no passado. Hoje, com o avan\u00e7o na toler\u00e2ncia gen\u00e9tica dos h\u00edbridos dispon\u00edveis no mercado e a oferta de produtos qu\u00edmicos mais eficientes, a doen\u00e7a est\u00e1 mais controlada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m conhecido como helmintosporiose do milho, mancha foliar ou HT, o turcicum \u00e9 causado pelo fungo <\/span><b>Exserohilum turcicum<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, anteriormente chamado de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Helminthosporium turcicum<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO turcicum \u00e9 mais caracter\u00edstico de regi\u00f5es de altitude elevada e temperaturas amenas\u201d, explica Neucimara. De fato, <\/span><b>temperaturas entre 18\u202f\u00b0C e 27\u202f\u00b0C, aliadas \u00e0 alta umidade, favorecem o desenvolvimento da doen\u00e7a.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os sintomas geralmente aparecem como les\u00f5es compridas e necrosadas. A colora\u00e7\u00e3o varia conforme o est\u00e1gio da doen\u00e7a: inicialmente, vai do p\u00farpura avermelhado ao castanho amarelado; posteriormente, apresenta tons de cinza-escuro a preto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O uso de h\u00edbridos tolerantes \u00e0 doen\u00e7a constitui a principal estrat\u00e9gia de manejo, seguido pela escolha da \u00e9poca de plantio mais adequada e pela aplica\u00e7\u00e3o de fungicidas, sendo os triazois indicados para um controle mais eficiente.<\/span><\/p>\n<h4><b>Cercospora<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro fungo importante para a cultura do milho \u00e9 o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Cercospora zeae-maydis<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, causador da cercosporiose. Por ser necrotr\u00f3fico, ele sobrevive em restos culturais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por isso, uma das medidas indicadas para o controle da doen\u00e7a \u00e9 a rota\u00e7\u00e3o de culturas, aliada ao manejo adequado de plantas volunt\u00e1rias e a boas pr\u00e1ticas de solo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O sintoma caracter\u00edstico s\u00e3o les\u00f5es estreitas que se desenvolvem paralelamente \u00e0s nervuras da folha. \u201cA les\u00e3o da cercosporiose \u00e9 bem retangular, parece muito com um marca-texto\u201d, acrescenta Neucimara.<\/span><\/p>\n<p><b>Condi\u00e7\u00f5es de altas temperaturas e umidade favorecem o fungo. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Junto \u00e0 rota\u00e7\u00e3o de culturas e ao manejo de plantas volunt\u00e1rias, o controle gen\u00e9tico e qu\u00edmico tamb\u00e9m se mostra eficiente contra a cercosporiose.<\/span><\/p>\n<h4><b>Complexo de mancha branca<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outra doen\u00e7a foliar importante para a cultura do milho atualmente \u00e9 o complexo de mancha branca, que pode ocorrer durante o est\u00e1gio V9.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEla \u00e9 causada por uma bact\u00e9ria que interage com fungos, tornando o controle da doen\u00e7a mais complexo. <\/span><b>O produtor precisa monitor\u00e1-la atentamente para n\u00e3o perder o momento ideal de aplica\u00e7\u00e3o. Trata-se de uma doen\u00e7a com grande potencial de dano, reduzindo cerca de 40% da capacidade de fotoss\u00edntese da planta e impactando a produtividade<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d, explica Neucimara.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O primeiro sintoma t\u00edpico \u00e9 o surgimento de anasarcas, ou manchas com aspecto oleoso, semelhantes a encharcamentos. \u201cNo campo, essas manchas costumam ser confundidas com fitotoxicidade de produtos\u201d, observa Neucimara.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c0 medida que a doen\u00e7a progride, as manchas evoluem para necroses, passando de verde-claro para palha, e se espalham da ponta para a base da folha, podendo atingir tamb\u00e9m a parte superior da planta e a palha da espiga em casos mais severos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O manejo da mancha branca no milho baseia-se principalmente no uso de h\u00edbridos tolerantes, aliado \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o preventiva de fungicidas logo no in\u00edcio do aparecimento dos sintomas.<\/span><\/p>\n<h4><b>Antracnose<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A antracnose \u00e9 uma podrid\u00e3o de colmo causada pelo fungo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Colletotrichum graminicola<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, favorecida por alta umidade e temperaturas moderadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Seus sintomas se manifestam como les\u00f5es necr\u00f3ticas, que podem ocorrer em qualquer parte da planta. No limbo foliar, as les\u00f5es podem atingir at\u00e9 1,5 cm de comprimento. J\u00e1 na nervura principal da folha, apresentam formato alongado e colora\u00e7\u00e3o marrom.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No colmo, os sintomas surgem ap\u00f3s a poliniza\u00e7\u00e3o e apresentam apar\u00eancia encharcada, com colora\u00e7\u00e3o pardo-avermelhada, podendo escurecer com o tempo. O manejo da antracnose baseia-se principalmente no uso de h\u00edbridos tolerantes \u00e0 doen\u00e7a.<\/span><\/p>\n<h4><b>Mosaico comum do milho<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O mosaico do milho \u00e9 uma virose do g\u00eanero <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Potyvirus<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, transmitida por pulg\u00f5es alados. O v\u00edrus se multiplica nos tecidos de par\u00eanquima e infecta todas as partes da pl\u00e2ntula de milho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os sintomas incluem encurtamento de entren\u00f3s, redu\u00e7\u00e3o da altura da planta e espigas pequenas, que podem apresentar falhas na forma\u00e7\u00e3o dos gr\u00e3os ou gr\u00e3os esparsos no sabugo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quanto mais jovem for a pl\u00e2ntula infectada, maiores ser\u00e3o os danos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do cereal. O manejo da doen\u00e7a requer o controle das popula\u00e7\u00f5es do pulg\u00e3o-do-milho, que pode ser feito por meio do uso de inseticidas, controle biol\u00f3gico e rota\u00e7\u00e3o de culturas.<\/span><\/p>\n<h3><b>Pragas e doen\u00e7as do milho: conclus\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 d\u00e9cadas, a cultura do milho exige alta capacidade t\u00e9cnica do agricultor, que precisa conhecer a realidade da sua regi\u00e3o, identificar os sintomas das principais pragas e doen\u00e7as e conhecer as solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas dispon\u00edveis para o seu manejo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a maioria das pragas e doen\u00e7as, a ado\u00e7\u00e3o de gen\u00e9ticas tolerantes \u00e9 a principal aliada do agricultor.<\/span><\/p>\n<p><b>\u201cA escolha da gen\u00e9tica faz muita diferen\u00e7a, pois o produtor tende a realizar menos aplica\u00e7\u00f5es, reduzindo o custo de produ\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, essa gen\u00e9tica tamb\u00e9m contribui para o aumento da produtividade na lavoura\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, destaca Neucimara.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entretanto, \u00e9 importante considerar tamb\u00e9m as outras medidas que comp\u00f5em o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e o Manejo Integrado de Doen\u00e7as (MID):<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 Manejo qu\u00edmico com produtos que apresentem alta efici\u00eancia no controle;<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2022 Rota\u00e7\u00e3o de culturas;<br \/>\n\u2022 Manejo eficaz de plantas volunt\u00e1rias de milho;<br \/>\n\u2022 Ajuste adequado da \u00e9poca de semeadura conforme o zoneamento agr\u00edcola;<br \/>\n\u2022 Dentre outros fatores.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO produtor precisa conhecer bem sua regi\u00e3o e saber quais h\u00edbridos tem dispon\u00edveis. Dessa forma, conseguir\u00e1 posicionar melhor o material. Al\u00e9m disso, o diagn\u00f3stico precoce das doen\u00e7as e o uso racional de fungicidas s\u00e3o medidas importantes dentro da propriedade\u201d, finaliza Neucimara.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No manejo de pragas, Paulo Degrande destaca a relev\u00e2ncia do monitoramento para um controle eficiente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO monitoramento \u00e9 fundamental para que o controle ocorra antes de atingir o n\u00edvel de dano econ\u00f4mico. Ap\u00f3s identificar as pragas, podem ser aplicadas medidas de controle qu\u00edmico e\/ou biol\u00f3gico. Recomenda-se implantar a lavoura em \u00e1reas com baixa press\u00e3o de pragas, por meio do manejo da palhada e de pr\u00e1ticas preventivas\u201d, comenta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O especialista tamb\u00e9m refor\u00e7a: <\/span><b>\u201cA ado\u00e7\u00e3o de gen\u00f3tipos com resist\u00eancia gen\u00e9tica e elevado potencial produtivo \u00e9 indispens\u00e1vel.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Al\u00e9m disso, o acompanhamento t\u00e9cnico de um engenheiro agr\u00f4nomo de confian\u00e7a deve sempre orientar as decis\u00f5es de manejo\u201d.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"\/rotacao-de-culturas-beneficios-desafios-e-estrategias-para-o-sucesso-da-sua-lavoura\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Conhe\u00e7a os benef\u00edcios e as melhores estrat\u00e9gias para a rota\u00e7\u00e3o de culturas.<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sucesso no controle de pragas e doen\u00e7as do milho \u00e9 indispens\u00e1vel para uma safra de alta performance. Na cultura do milho, os desafios impostos por diversas pragas e doen\u00e7as fizeram com que os produtores, h\u00e1 muitos anos, se habituassem a boas pr\u00e1ticas de manejo, como a identifica\u00e7\u00e3o precoce e o devido controle. 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